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Financiamento no valor de R$ 790,3 milhões foi aprovado na última quarta-feira, 2 de março, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de nove usinas eólicas (energia gerada pelos ventos) no país, sendo oito no Ceará, somando capacidade instalada de 211,5 megawatts (MW), e uma no Rio Grande do Sul, com 70 MW. O Parque Eólico Elebras Cidreira 1, em Tramandaí (RS), receberá do banco R$ 227,7 milhões.

O BNDES informou, por meio da assessoria de imprensa, que os novos parques eólicos no Ceará, vão representar a geração de 1,2 mil empregos diretos durante a construção e 2,5 mil indiretos. Os projetos preveem o aproveitamento da mão de obra local e a capacitação e especialização dos trabalhadores. Os recursos, no valor de R$ 562,6 milhões, serão repassados pela Caixa Econômica Federal.

A Usina de Tramandaí está incluída no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do governo federal. A previsão é que sejam criados 535 empregos diretos durante as obras.

Os 51 parques eólicos que se encontram em operação no país totalizam potência instalada de 937 MW. Mais 18 projetos estão em construção, com previsão de entrada em funcionamento ao longo deste ano. Eles totalizam capacidade instalada de mais 500,8 MW. O número inclui a Usina de Tramandaí, revelou a assessoria do BNDES.

A carteira de projetos do banco, incluindo operações já contratadas ou em processo de assinatura, entre as quais as duas aprovadas nesta quarta, atinge 51 contratos de financiamento, para implantação de 1.369 MW. O valor das operações é de R$ 4,1 bilhões. O banco tem em análise, ainda, mais 44 operações de financiamento para o segmento eólico, no montante de R$ 3,3 bilhões.

 

Fonte: ecodesenvolvimento.org.br

 

Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA foi projetado para ser um exemplo de construção acessível e supereficiente

Numa recente sexta-feira, na mesa de Jim Duffield, as janelas voltadas a oeste começaram automaticamente a se colorir de azul às 14h50 – enquanto o sol de inverno descia sobre a base das Montanhas Rochosas.

Em seu pequeno cubículo de trabalho repleto de plantas, um baixo zumbido de sons do ar emanava de alto-falantes no chão, tentando imitar o sopro dos sistemas convencionais de calefação e ar-condicionado – sistemas que o prédio de escritórios de 20 mil m² não possui, ou precisa, mesmo numa altitude de 1.600 metros. O ruído genérico dos dutos de mentira existe apenas pelo ambiente e pela psicologia do espaço de trabalho – os gerentes acharam que os funcionários precisavam de algo além do silêncio.

 

O casamento entre a força da natureza e a tecnologia pode impulsionar Santa Catarina do oitavo para o terceiro lugar no ranking de capacidade de produção de energia eólica do país. A notícia é resultado da construção de 86 aerogeradores em seis novos parques em Água Doce, no Meio-Oeste.

Graças aos bons ventos, as novas torres devem gerar 129 megawatts/hora. Três dos seis parques entram em funcionamento em julho.

A produção total poderá abastecer uma cidade do tamanho de Joinville, que tem mais de 500 mil habitantes. A energia produzida vai para a subestação da Celesc e pode ser distribuída para qualquer lugar do Brasil.

Hoje, entre os nove estados produtores de energia eólica, Santa Catarina ocupa a oitava posição, na frente apenas do Paraná. Com os investimentos, a atual capacidade será multiplicada por 10, fazendo o Estado saltar para terceiro lugar.

Com a venda da energia das novas torres, a estimativa é de uma receita mensal de R$ 6,8 milhões, durante 20 anos, para a argentina Impsa, maior investidora de energia eólica no país. Segundo o gerente de projetos, Jairo César Moro, foram dois anos de estudo para avaliar os ventos.

— A energia já foi negociada através de leilão. Temos a garantia da venda em contrato. Santa Catarina deve mostrar ao país o seu potencial.

Os investidores acreditam tanto nessa capacidade que devem injetar R$ 770 milhões na construção dos seis novos parques de Água Doce.

Empresa também investe em Bom Jardim da Serra

A Impsa também está construindo 61 torres na cidade de Bom Jardim da Serra, no Planalto, onde já existe um aerogerador em funcionamento em caráter de experiência. Em contrapartida às construções, a empresa terá de desembolsar compensações. A principal é um tributo ambiental, de 0,5% do investimento, cerca de R$ 3,6 milhões, pagos ao governo do Estado e para a pesquisa da fauna que habita a região. A medida é uma exigência para a licença de operação dos parques.

Este documento também foi necessário em 2002, quando iniciou a construção das 23 torres que estão em operação na divisa com Palmas (PR). A geração de energia começou em 2004 e chega a 13,8 megawatts/hora, o que dá para abastecer uma cidade de 80 mil habitantes.

Os investimentos também impulsionam a economia. Com 7 mil habitantes, Água Doce arrecada R$ 1 milhão por mês, 85% do setor agrícola. Com os novos parques, a estimativa é de um aumento de 20% na arrecadação. Segundo a prefeita Nelci Bortolini, os parques também garantem o aumento do turismo local.

Tudo pronto até dezembro

A obra dos seis novos parques eólicos de Água Doce começou em abril do ano passado. Agora, estão sendo finalizadas as etapas de construção dos acessos e das bases para os aerogeradores. Os responsáveis pelas usinas abriram 62 quilômetros de estradas para o trânsito dos caminhões e trabalham na construção de uma subestação em meio às torres.

Tudo na obra é gigantesco, inclusive as bases que darão sustentação às torres. Elas têm diâmetro de 15 metros e são construídas em concreto maciço. Cada uma precisa de 42 caminhões de cimento, o que daria para construir um prédio de oito andares. Toda a estrutura tem uma explicação. Cada torre terá cem metros de altura e vai pesar 317 toneladas.

A previsão é de que as obras sejam concluídas no final do ano. Três parques devem ser entregues até julho.

Hoje, 600 homens trabalham na obra. Uma fábrica de concreto também foi instalada no local para dar conta da demanda do projeto.

Os terrenos onde estão instalados os parques pertencem a 28 proprietários diferentes. Eles são alugados pela empresa responsável, com contrato de 20 anos. Cada dono de terra recebe um valor anual, calculado de acordo com o número de torres.

E ninguém precisa parar as atividades por conta disso. A maioria da área serve para o cultivo da soja e também à criação de gado. Harmonia que já garantiu ao município, pioneiro no Estado com esse tipo de geração de eletricidade, o título de capital catarinense da energia eólica.

(Fonte: Clickrbs)

 

Competidores de todo o País apresentaram neste domingo (13) na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, os projetos de barcos elétricos que começam a participar do Desafio Solar Brasil. Os barcos, movidos por motores abastecidos por energia solar, começaram a ser montados em um tradicional clube da capital catarinense. Antes mesmo de entrarem na água, as embarcações já se transformaram em uma grande atração.

O objetivo do desafio, que reúne 10 grupos de competidores, é promover a tecnologia limpa e divulgar os barcos produzidos em escolas náuticas e universidades.

Os motores são movidos pela energia solar captada em placas fotovoltaicas. Com a captação de energia, os barcos chegam a uma velocidade de 5 a 6 milhas por hora (entre 8 e 9,6 km/h) e uma autonomia que pode chegar a oito horas, dependendo das condições do mar.

De acordo com Allan Reid, diretor do projeto solar do Instituto Náutico Paraty (RJ), a disputa estimula a troca de experiências entre universitários e engenheiros do setor. Ele destaca que existem projetos para construção de barcos solares com capacidade para até 20 pessoas, mas que o custo da tecnologia ainda é bastante elevado.

“Cada placa com um 1 m² não sai por menos de R$ 1,5 mil, o que torna a tecnologia limpa ainda muito cara no Brasil”, disse. “Mas os projetos são interessantes, não agridem o meio ambiente e podem se tornar viáveis no futuro”.

O custo e a velocidade são apontadas pelos especialistas como os maiores entraves para que os barcos elétricos sejam produzidos para atender segmentos de recreio e transporte de passageiros. “Ainda existe muito o que evoluir nesta questão”, disse o professor Allan. “Por isso a importância de disputas como essa”.

O barco do grupo de Paraty apresentou problemas técnicos durante a fase de preparação realizada neste domingo. Uma peça acabou queimando e a participação dos cariocas está comprometida. “Só iremos conseguir entrar na água se a UFRJ nos mandar por avião outra peça dessa, que transmite as informações ao motor”, disse.

Neste domingo foram montadas as embarcações e os pilotos passaram pelo processo de pesagem. A partir desta segunda-feira (14), os barcos começam a competir na própria Lagoa da Conceição.

O Desafio Brasil irá ocorrer ao longo da semana em vários trajetos dentro da lagoa e em algumas das principais praias de Florianópolis. A Universidade Federal de Santa Catarina, campeã das últimas duas edições, disputa o desafio com duas embarcações. 

(Fonte: Portal Terra)

 

O problema que deixou sete estados do Nordeste sem energia na madrugada da última sexta-feira (4), poderia ter sido evitado se a região tivesse alternativas de geração de energias renováveis, especialmente eólica e solar. A avaliação é do coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Ricardo Baitelo.

 

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