Cientistas revelaram, no Reino Unido, planos para preservar e proteger as mais importantes espécies de coral ao redor do mundo.
Os pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres identificaram dez espécies que correm maior risco de extinção, já que vêm sofrendo com o aumento das temperaturas dos oceanos devido à mudança climática, o aumento da acidez no mar, o excesso de pesca e a poluição.
"Os recifes de corais estão ameaçados de extinção funcional (quando a população não é mais viável) nos próximos 20 a 50 anos, devido principalmente à mudança climática", diz Catherine Head, coordenadora do projeto dos corais.
"Nessas regiões, vamos apoiar e treinar ambientalistas locais para realizar pesquisas e implementar medidas de preservação direcionadas", acrescenta.
Os recifes de corais são o ecossistema marinho mais rico do planeta. Conhecidos como florestas tropicais dos oceanos, eles existem há 400 milhões de anos e, apesar de ocuparem apenas 0,2% do leito oceânico, abrigam cerca de um terço de toda a vida marinha.
Fonte: Folha.com
A alga vermelha (Laurencia dendroidea), encontrada em vários pontos da costa brasileira, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, pode vir a ser uma grande fonte de matéria-prima para a indústria farmacêutica. Tem múltiplas aplicações, já que reúne substâncias com atividade anticancerígena, outras com potencial antileishmania e até contra o Trypanosoma cruzi. Mas como garantir que essa alga, que tem menos de 10cm, seja empregada em larga escala sem prejuízo para a espécie? Para o biólogo Renato Crespo Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma alternativa é a genética. Mais precisamente o estudo do gene responsável, ou genes, pela produção dessas substâncias. A partir daí, como explica a pesquisador, se pode traçar um caminho para a produção em larga escala das substâncias de interesse, sem a necessidade de comprometer as populações naturais desse tipo de alga.
A criação recente de duas novas unidades de conservação no Espírito Santo, em junho, aumentou a área marinha brasileira protegida. O país tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados em território marinho – metade do território terrestre. As unidades de conservação, entretanto, somam apenas 1,5% de toda essa área – o Ministério do Meio Ambiente (MMA) acredita que um número mais adequado estaria próximo a 10%.
Por isso, o MMA quer criar uma política nacional de conservação dos oceanos, que inclui criar novas unidades de conservação, como as capixabas recém-criadas na região costeira do Estado (a Área de Proteção Ambiental da Costa das Algas, com 114 mil hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, com 17 mil hectares).
No total, o Brasil tem 102 unidades de conservação (UCs) marinhas. Elas ajudam a preservar a biodiversidade marinha: perto da costa do país se alimentam baleias e golfinhos, por exemplo. Via ambientebrasil.com.br
Hoje saiu uma nota do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIo) sobre sua posição ante as possíveis mudanças do estaleiro da OSX para o estado do Rio de Janeiro em decorrência da negativa do Instituto sobre a instalação do estaleiro na Baía Norte em Biguaçu.
Os principais problemas levantados no local segundo o instituto são:
Impacta três unidades de conservação federais (Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim, Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Estação Ecológica de Carijós).
Enorme possibilidade de permanente contaminação biológica dos atributos bióticos da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, os indícios irrefutáveis de modificações nos atributos físicos e bióticos da Estação Ecológica de Carijós (ambas unidades de conservação de proteção integral) e os impactos negativos irreversíveis e diretos (inclusive podendo ocasionar a extinção local) do grupo de indivíduos de golfinhos cinza Sotalia guianensis, que foi o objetivo principal de criação da Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim.
Ainda pesam contra a instalação do empreendimento no local todos os outros impactos à biota e às comunidades do entorno e a impossibilidade de mitigação de grande parte desses impactos.
Porém, a nota ainda ressalta que a Baía Norte é um dos três locais sugeridos em Santa Catarina para o empreendimento, sendo contra apenas no local escolhido pelo valor ambiental encontrado: "sem sombra de dúvidas, a mais impactante do ponto de vista ambiental, pois gerará impactos permanentes a três unidades de conservação, cada uma com seus atributos bióticos a abióticos únicos, que suscitaram suas criações".

