Em reunião preparatória para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável nesta semana, em Nova York (EUA), o secretário-geral do evento disse que o Brasil “tem mostrado ao mundo como colocar em prática o desenvolvimento sustentável”. Sha Zukang disse, ainda, que a Rio+20 – como está sendo chamado o encontro que ocorrerá no Rio de Janeiro em junho de 2012 – é “a chance de a humanidade se comprometer com a transição para uma economia verde”.
Zukang, que também exerce o cargo de subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, acredita que a conferência dará à comunidade internacional uma oportunidade única para construir um modelo de desenvolvimento econômico global destinado a melhorar a vida das pessoas e garantir a equidade social, reduzindo os riscos ambientais e a escassez ecológica.
O Brasil foi escolhido para sediar a cúpula mundial de desenvolvimento sustentável porque, nos últimos 20 anos, registrou um crescimento econômico histórico, com avanços na erradicação da pobreza e na conservação ambiental. Em 1992, o País sediou uma conferência semelhante, a Rio 92.
Cúpula da Terra - Em entrevista coletiva no encerramento do evento preparatório desta semana, na terça-feira (8), Sha Zukang informou que trabalhará em estreita colaboração com as autoridades brasileiras para assegurar que a Rio+20, também chamada de Cúpula da Terra, seja um sucesso.
O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor-geral do Departamento de Meio Ambiente e Assuntos Especiais do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, participou da coletiva em Nova York e disse que a conferência será uma oportunidade para a comunidade internacional fazer um balanço dos progressos alcançados nos três pilares do desenvolvimento sustentável – crescimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental -, bem como abordar os desafios emergentes.
A terceira reunião da Comissão Preparatória da Rio+20 será realizada de 28 a 30 de maio de 2012, pouco antes da conferência, prevista para ocorrer de 4 a 6 de junho de 2012.
Resultados – Perguntado sobre o que a comissão prevê como resultados da conferência, Sha Zukang disse esperar que os Estados-membros cheguem a um documento que abranja três objetivos: renovar o compromisso político para o desenvolvimento sustentável; identificar os avanços e obstáculos para atingi-lo; e enfrentar os desafios emergentes. Segundo ele, muito já tem sido feito na conservação ambiental, mas o quadro institucional para alcançar o desenvolvimento sustentável ainda permanece fragmentado.
Zukang disse, ainda, esperar mais empenho dos países participantes para assegurar o financiamento e a tecnologia necessários para a construção de uma economia verde. (Fonte: MMA)
A ministra Izabella Teixeira aceitou o convite feito há alguns dias pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global. Além do Brasil, Barbados também passa a integrar o painel, com o primeiro-ministro Freundel Stuart. Os novos membros participam da próxima reunião do colegiado, marcada para os dias 24 e 25, na Cidade do Cabo (África do Sul).
Criado em agosto de 2010, o painel é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Ele reúne personalidades renomadas mundialmente para formular um novo projeto de desenvolvimento para o Planeta.
Reconhecendo que as alterações climáticas, a escassez de água, a perda da biodiversidade, a destruição de ecossistemas e as mudanças nos padrões demográficos e de consumo exigem novas abordagens para garantir o alcance dos Objetivos do Milênio, o painel pretende explorar abordagens para a construção de uma economia ‘verde’, de baixo carbono, capaz de erradicar a pobreza e garantir vida digna para todos.
Agenda – Nesta segunda-feira (21), a ministra Izabella participou, em Nairóbi (Quênia), do Fórum Global de Ministros de Meio Ambiente e da 26ª Sessão do Conselho de Administração do PNUMA, que é o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
Na quarta-feira (23), a ministra segue para a África do Sul, onde participa, nos dias 24 e 25, da reunião do Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global da ONU. Em seguida, Izabella parte para Nova Déli, na Índia, para o quinto encontro do BASIC – grupo de países formado por Brasil, África do Sul, Índia e China -, que ocorre de 25 a 28 de fevereiro. (Fonte: Maiesse Gramacho/ MMA)
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas. A ideia é promover, durante os 12 meses do ano, ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de florestas do planeta, mostrando a importância do manejo sustentável das matas, da conservação e do desenvolvimento das florestas em todo o mundo para evitar prejuízos futuros, como o agravamento das mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. A inauguração oficial do Ano Internacional das Florestas será realizada nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2011, em Nova York.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta e servem de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo. Elas garantem, de forma direta, a sobrevivência de 1,6 bilhão de seres humanos e de 80% da biodiversidade terrestre. Em pé, as florestas são capazes de movimentar cerca de 327 bilhões de dólares todos os anos, contudo atividades que se baseiam na derrubada das matas acontecem em todo o mundo.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) propôs uma série de ações para que o Ano Internacional das Florestas atinja seu objetivo. Entre elas, a criação do logotipo, com o tema “Florestas para o povo”. A imagem, aprovada pelo conselho de publicações das Nações Unidas, visa a exaltar o papel das pessoas na gestão, conservação e exploração sustentável das florestas. Entre outras ações, serão realizados concursos artísticos, cinematográficos e de fotografia on-line, para homenagear aqueles que expressem por meio das artes conteúdos relacionados à campanha. Também haverá produção de curta-metragem e anúncios que serão distribuídos em todo o mundo, em diversos idiomas, a serem transmitidos pela televisão e por outras mídias.
O Brasil tem um papel importante nesse contexto, já que possui, em seu território, grande parte das florestas do mundo, incluindo diversos biomas: amazônia, cerrado, caatinga, mata atlântica, pantanal e pampa. A Amazônia se estende por nove estados brasileiros: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso e representa quase metade do território nacional (49,29%, dos 8.514.877 Km2, segundo dados do mapa de biomas do Brasil, produzido em 2004, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE). Isso corresponde a 60% dos aproximadamente 5,5 milhões de Km2 da área total da Floresta Amazônica, a maior do planeta. Maior floresta úmida e com maior biodiversidade, a Amazônia estende-se por mais oito países: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.
Encontro de Lideranças
Para contribuir não apenas com os debates acerca do novo código florestal, mas também com ações planejadas para contribuir com o Ano Internacional das Florestas, o Sistema Confea/Crea pautou o tema “O Cenário Agro-Florestal Nacional e Internacional” no Encontro de Lideranças de 2011, evento que reunirá lideranças da área tecnológica de todo o país, de 21 a 26 de fevereiro, em Brasília. Para falar sobre o tema, foram convidados o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei que propõe mudanças no Código Florestal brasileiro, um representante do Ministério da Agricultura e um representante do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário.
(Fonte: www.confea.org.br)
A ONU conclamou o mundo nesta semana a trocar as lâmpadas incandescentes pela iluminação fluorescente, com menor consumo energético, o que pode representar uma economia de bilhões de dólares e uma medida eficaz para mitigar a mudança climática.
Cerca de 40 países já têm programas nesse sentido, disse o Programa Ambiental da ONU em um relatório emitido durante a Conferência do Clima da ONU (COP 16), que está sendo realizada em Cancún.
