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Pelo menos em parte do estacionamento da USP parece que não teremos mais problemas com as enchentes. A CPA, Camada Porosa do Asfalto, desenvolvida por uma equipe do Departamento Hidráulico da Universidade foi instalada e já está absorvendo as águas das chuvas na região.

Não há mais como jogar para “debaixo do asfalto” a grande quantidade de enchentes que tem acontecido no Brasil. Desastre na região Serrana, chuvas alarmantes em Mato Grosso e Santa Catarina, tudo isso vem acarretando efeitos negativos para as cidades brasileiras.

Dessa maneira, uma alternativa eficaz para esse problema pode ser a implementação do asfalto permeável. Para o pesquisador e criador do projeto, José Rodolpho Martins, é possível utilizar a CPA nas grandes cidades brasileiras e, aos poucos diminuir o número de enchentes no país.

Como funciona

O asfalto permeável é constituído de camadas. A parte mais superficial, a pista, é composta de pequenas pedras ligadas ao asfalto. Mais internamente aparece uma camada grossa com pedras grandes, que abrem espaços de 25% na camada, para que a água, vazada das pequenas pedras, fique armazenada. Após algumas horas, a água da chuva é sugada por um sistema de drenagem e se encaminha para as galerias pluviais.

Esta técnica, que pode minimizar ou até acabar com as conseqüências negativas geradas pelas enchentes, tem um único malefício: “pesa no bolso” dos governos. A instalação de todo o sistema custa 25% a mais do que o asfalto comum.

 

Lançada em 2008, a Zona de Baixa Emissão de Poluentes ou Low Emission Zone (LEZ, na sigla em inglês) é um projeto que busca limitar o trânsito de veículos poluidores em algumas regiões de Londres, na Inglaterra. Para reforçar a iniciativa, a prefeitura irá aumentar as restrições a partir do próximo ano.

A intenção é tornar o ar da capital mais limpo e desencorajar o uso dos veículos que contribuem com a poluição, bem como melhorar a saúde e a qualidade de vida de todos que visitam, trabalham ou que vivem em Londres.

O programa começou limitando a circulação de caminhões de mais de 3,5 toneladas e ônibus movidos a diesel no centro da cidade. Em 2010, micro-ônibus e furgões de grande porte foram incluídos no programa.

Para entrar nas zonas, os veículos devem atender a determinados padrões de emissão, que limitam a quantidade de partículas provenientes de seus escapamentos. Segundo a prefeitura, essas substâncias contribuem com doenças do coração, asma e doença pulmonar, além de outros problemas respiratórios e até morte precoce.

lez.gifPara se em enquadrar nas regras, os motoristas precisam registrar seus veículos na prefeitura e respeitar as sinalizações da LEZ. Câmeras vigiam as ruas 24 horas por dia e conferem as placas que circulam nas ruas com o cadastro oficial.

Aqueles que forem pegos de forma irregular devem pagar uma multa de £ 200,00 (cerca de R$ 540,00) por dia de circulação na zona.

Até os veículos de outras cidades devem se enquadrar nas regras e cadastrar seus automóveis na prefeitura para circular livremente pela capital britânica.

Mudanças em 2012

A partir do dia 3 de janeiro do próximo ano, a LEZ vai ficar ainda mais rigorosa. De acordo com os planos da prefeitura, mais veículos serão afetados pelas regras, e aqueles que já se enquadram na lei precisarão atender a critérios mais restritivos de emissões.

Na próxima etapa além dos caminhões, micro-ônibus e furgões, as caminhonetes, carros de passeio e vans também deverão adotar as regras.

As medidas fazem parte de um projeto que pretende transformar a capital britânica na cidade mais limpa do mundo até 2012 – ano em que serão realizadas as Olimpíadas na cidade.

Além da Zona de Baixa Emissão de Poluentes, a prefeitura também investe nainstalação de ciclovias por toda a cidade. Uma pesquisa recente feita pelo Conselho de Transporte de Londres mostrou que os 40 km de ciclovias implantados em meados de 2010 já dobraram o número de viagens feitas de bike na capital.

O mesmo programa responsável pelas medidas acima também lançou um sistema público de aluguel de bicicletas. Inaugurado em julho de 2020, o programa já conta com mais de 11 mil registros para usar as cinco mil bicicletas disponíveis para a população.

(Fonte: www.ecodesenvolvimento.org.br)

 

Diante da falta de planejamento urbano e da ocupação de encostas perigosas, a tragédia em curso na serra fluminense tende a se repetir em outras áreas, advertem especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Eles sugerem a implementação de sistemas de alerta para a população, a desocupação de áreas arriscadas e o planejamento urbano de longo prazo. E, ainda, que as chuvas recebam do Estado brasileiro atenção semelhante à que países com atividades sísmicas e vulcânicas dispensam aos desastres naturais.

Sem tudo isso, outras áreas de risco em todo o país – como encostas de solo raso sobre grandes blocos rochosos, sem rede de esgoto e galerias pluviais – podem sofrer, em verões futuros, o sofrido nos últimos anos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

‘A prevenção aqui tem que ser semelhante à de terremotos no Chile e a de vulcões no Japão’, opina o geólogo Marcelo Motta, professor da PUC-RJ. ‘É preciso que haja continuidade aos planos de mapeamento de risco, remoção das pessoas que vivem em áreas perigosas, planejamento da ocupação urbana e execução desse planejamento.’

Motta, que está participando das vistorias das regiões afetadas pelas chuvas recentes na serra fluminense, diz que há populações vivendo em áreas perigosas nas áreas sul, centro e norte da região serrana do Rio.

‘(Áreas montanhosas) são como uma manteiga derretida. São perigosas, mesmo com florestas. Em áreas assim, não adianta dizer ‘moro aqui há 40 anos e nunca aconteceu nada”, porque o perigo existe, diz.

‘A impressão é que repetimos a mesma fita (de tragédias) todos os anos’, diz o geólogo Antonio Guerra, da UFRJ, que também fez estudos na serra fluminense. ‘Mas falta vontade política para colocar em prática os conhecimentos da academia.’

Ele opina que não é necessário remover a população de todas as encostas do país. Mas, a partir do mapeamento feito nos municípios, é preciso tirar as pessoas das áreas consideradas de alto risco.

Em geral, diz Guerra, essas áreas têm ’solo de pouca profundidade, em cima de blocos rochosos (que podem deslizar). E muitas dessas encostas não têm galerias pluviais e rede de esgoto’. Ou seja, a água de uso humano é depositada no próprio solo, que depois fica saturado com as chuvas. Nesse cenário, o deslizamento é quase certo.

Sistemas de alerta – Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Coppe-RJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ), defende a criação de sistemas de alerta para avisar populações em áreas de enxurradas.

Ele sugere alertas sonoros, conectados por fiação própria, que avisariam os habitantes para a iminência de temporais e deslizamentos. ‘Isso não é feito da noite para o dia, mas tem que começar. E é preciso aliar isso à detecção de temporais, com mais radares meteorológicos’, diz o diretor do Coppe, instituição que, a pedido do governo Lula, sugeriu formas de prevenção de desastres em Santa Catarina após as enchentes de 2008.

Mas o sistema de alerta, por si só, não resolveria o problema em zonas de alto risco, opina ele. ‘Para construções em encostas, não há alerta que resolva. Essas construções são derivadas da cultura brasileira de que ‘comigo nunca vai acontecer nada’.’

Antonio Guerra, que fez um projeto piloto de alerta para um bairro de Petrópolis, sob encomenda estatal, estima que alertas adaptados às necessidades de cada município custariam ao redor de R$ 1 milhão, por meio de convênios com universidades, e poderiam ser preparados em até dois anos. ‘É um custo muito menor do que o das verbas liberadas para o atendimento de emergência.’

Mapas de risco – Apesar de alguns dos municípios serranos fluminenses terem planos de identificação de risco desde 2007, as imagens da tragédia mostravam ‘a ocupação humana em áreas de escoamento’, diz Elson Antonio do Nascimento, professor de engenharia civil da Universidade Federal Fluminense (UFF) que trabalha com planos de áreas de risco e encostas.

‘Mas não vemos mobilização estratégica, de longo prazo. Os municípios têm planos municipais, mas não os implementam. As iniciativas se diluem’, opina.

Para Pinguelli Rosa, ‘muitas vezes os moradores não são avisados de que um plano identificou que eles estão em área de risco. É preciso fazer as informações chegarem à população’. (Fonte: G1)

 

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